Salários e contratos
O salário de cada jogador é pago a cada rodada e forma a folha do clube. Entender como ele é definido é o que separa um clube saudável de um clube sem caixa.
O salário só muda quando você negocia
O salário vale a temporada inteira e só muda numa negociação: uma renovação de contrato ou um reajuste. Treinar o jogador não encarece a folha por conta própria: o ganho de overall aparece no pedido da próxima negociação. Assim nenhuma surpresa chega à sua folha sem você assinar.
O que o jogador pede
O pedido parte de um salário de tabela, que depende da nota dele hoje, e sobe ou desce conforme:
- Moral: quem está feliz no clube cobra menos para ficar.
- O que mostrou em campo: o artilheiro da temporada cobra mais do que quem não jogou.
- Contrato: no último ano de contrato ele cobra bem mais, porque sabe que pode sair de graça. Com dois anos restantes, cobra um pouco mais.
Até onde ele cede
- O pedido é o teto da conversa: proposta acima do pedido é recusada, porque ninguém precisa pagar mais.
- O jogador aceita até 10% abaixo do pedido. Abaixo desse piso a proposta é recusada.
- O salário se negocia de R$ 500 em R$ 500.
- Os dois limites aparecem na tela antes de você propor, e a proposta recusada não custa nada.
Luvas
As luvas são o custo de fechar agora: uma rodada de salário por temporada assinada. Quanto mais longa a renovação, maiores as luvas, e isso impede que renovar por muitos anos seja sempre a melhor escolha. Você pode renovar por até 4 temporadas a mais.
Só reajustar o salário, sem prorrogar o contrato, não cobra luvas, mas só aceita aumento: para pagar menos você precisa renovar.
Moral do acordo
Fechar no pedido inteiro dá ao jogador até +6 de moral; fechar no piso não dá nada, e o que fica no meio é proporcional. Pechinchar tem preço.
Sua saúde financeira
A mesa de negociação mostra como o clube fica depois de cada acordo, e o quanto você pode oferecer sem comprometer o caixa. A diretoria gosta de guardar uma reserva de 8 rodadas de despesa, e a conta classifica o acordo em três níveis:
- Saudável: o caixa fica acima da reserva e o saldo por rodada continua positivo.
- Atenção: o acordo rompe a reserva ou deixa o saldo negativo.
- Crítico: o caixa não paga as luvas ou se esgota em menos rodadas do que a reserva.
O que acontece quando o contrato acaba
Na virada de temporada, o contrato de cada jogador cai um ano. Quem chega ao fim sem renovação sai do clube de graça, a menos que você tenha delegado a renovação à diretoria, que renova os jogadores de nota igual ou superior à mediana do elenco, e só quando o caixa comporta as luvas.
O salário de mercado e o jogador insatisfeito
Na ficha do jogador, ao lado do salário que ele ganha, aparece o salário de mercado: o que ele pediria hoje, pela nota que tem. O salário contratado não sobe sozinho quando o jogador melhora, e é justamente por isso que existe uma regra: quem ganha menos de 50% do salário de mercado fica insatisfeito. A moral dele não passa de 35, em campo ele rende cerca de 2 pontos a menos, o treino rende menos e a diretoria avisa você. A saída é renegociar o salário na renovação.
Jogadores de formação, até 20 anos, assinam contratos de no máximo 2 temporadas. Assim, uma joia treinada no seu clube não joga por muito tempo com o salário de um garoto: ela chega cedo à mesa de negociação, e o salário novo conta no teto de folha da sua divisão.
Dicas
- Comece as renovações cedo: contrato acabando encarece o pedido.
- Olhe sempre a saúde do acordo antes de assinar. Um bom salário que quebra o caixa não é um bom salário.
- Para um jogador que você quer manter barato, renove enquanto ele ainda está feliz.
- Nem todo mundo precisa ser renovado: reserve a folha para quem joga.
- Fique de olho nos garotos que evoluem rápido: quando o salário de mercado passar do dobro do que eles ganham, eles ficam insatisfeitos. Renegocie antes.